Que a força da verdade que tenho
Não me impeça de ver o que espero.
Que a dor de tudo em que acredito
Não me tape os olhos e ouvido
Porque metade de mim é o que eu vejo
Mas a outra metade é o que eu não quero ver.
Que a melodia que ouço ao longe
Seja alegre ainda que triste
Que alguém que hoje eu deseje seja sempre desejado
Mesmo que longe...
Porque metade de mim é despedida
Mas a outra metade é amor.
Que essa minha vontade de voltar
Se transforme na tranquilidade e na felicidade que eu mereço
Que essa preocupação que me destrói por dentro
Seja um dia apagada
Porque metade de mim é o que eu reflito
Mas a outra metade é um terremoto.
Que o medo de ficar sozinha se afaste e que a presença
comigo mesma
Se torne ao menos agradável.
Que o espelho reflita em minha face um largo sorriso
Que eu me recorde ter dado na juventude
Porque metade de mim é a recordação de um tempo perdido
A outra metade sei lá.
Que a literatura nos aponte o caminho
Mesmo que ela não consiga
Que ninguém tente frustrá-la
Porque é preciso sinceridade para fazê-la renascer
Porque metade de mim é palco
E a outra metade música.
E que a minha maluquice seja desculpada
Porque metade de mim é paixão
E a outra metade também.
(Adaptado do poema "Metade" de Oswaldo Montenegro)
Autora: Lary B.

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